Reduzindo em 50% o lead time de lançamento de ofertas e implantando squads ágeis em toda a cadeia de valor, a BIP redefiniu o processo de inovação e entrega em uma das maiores operadoras do Brasil.~50%
Redução no lead time de lançamento.
+25%
Aumento na produtividade dos times.
150+
Produtos e serviços lançados em 2024.
Em um setor historicamente marcado por estruturas rígidas, ciclos longos e silos funcionais, a BIP apoiou uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil na construção de uma nova forma de lançar produtos e serviços: mais ágil, mais colaborativa e orientada à entrega de valor. O projeto, que durou cerca de quatro anos, resultou na criação de aproximadamente 20 squads, com uma redução de ~50% no lead time, +25% de produtividade e -30% no tempo médio de testes. Uma transformação ágil completa — do modelo à mentalidade.
O DESAFIO:
Um processo de lançamento
engessado e ineficiente
Por mais de uma década, a operadora seguiu um modelo linear e tradicional de lançamento de ofertas, com etapas rígidas, alta dependência de documentação e pouca interação entre as áreas. O processo, apesar de estruturado, apresentava falhas críticas:
- Problemas na qualidade das entregas
- Time-to-market inadequado para as demandas do consumidor digital
- Alto volume de bugs e retrabalho
- Falta de visão única da oferta e descontinuidade entre etapas
- Baixa integração entre áreas de negócio, tecnologia e fornecedores
Em resumo, o modelo existente não atendia à velocidade e complexidade exigidas pelo novo mercado de telecomunicações. Era hora de repensar toda a cadeia de valor do lançamento de produtos.
O DIAGNÓSTICO BIP:
O que estava impedindo a inovação
O time da BIP iniciou a jornada com um assessment profundo, mapeando dores e pontos de ruptura. Entre os principais achados estavam:
- Ausência de visão integrada das ofertas
- Engajamento tardio dos times de tecnologia no desenho da solução
- Processos múltiplos, com baixa governança e integração
- Falta de ownership e colaboração entre stakeholders
- Cronogramas irreais, alto volume de documentação improdutiva
- Silos organizacionais que impediam a fluidez da comunicação
Com base nesse diagnóstico, a BIP propôs uma transformação ágil progressiva, respeitando a cultura da empresa e minimizando resistências.
A RESPOSTA BIP:
Um framework ágil e colaborativo sob medida
A BIP desenhou um framework próprio para lançamento ágil de produtos e serviços em Telco, ancorado em três grandes pilares:
1.
IDEAÇÃO:
Geração e priorização de ideias com base em direcionadores estratégicos, tendências de mercado e oportunidades tecnológicas.
2.
ENRIQUECIMENTO COLABORATIVO:
Detalhamento das soluções com foco em jornadas e histórias de usuários, envolvendo stakeholders de negócios, TI e fornecedores desde o início.
3.
DELIVERY ÁGIL:
Execução incremental por meio de squads organizados em sprints, com refinamento funcional e técnico contínuo.
Esse modelo rompeu com a lógica tradicional de etapas sequenciais, promovendo entregas incrementais, colaboração entre áreas e adoção de práticas ágeis (como Scrum e design thinking) desde a concepção até o go-to-market.
MACROESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO:
Três ondas, um propósito
Para garantir uma transformação ágil sustentável e adaptada à maturidade da organização, a BIP estruturou a jornada de mudança em três ondas evolutivas. Cada etapa foi desenhada para gerar valor progressivo, facilitando a adoção dos novos modelos e maximizando os resultados desde os primeiros ciclos.
O roadmap a seguir representa as principais ações e marcos de cada fase:

Esse modelo incremental permitiu ganhos já nos primeiros meses, com aceitação crescente entre os stakeholders e escalabilidade comprovada.
Tecnologia como habilitadora da transformação
Ferramentas utilizadas:
- Azure DevOps: gestão dos projetos e dos ciclos de desenvolvimentos das Squa
- Power BI: visibilidade de indicadores em tempo real
- SharePoint: padronização e controle de fluxos
- Power Apps: medição da maturidade das Squads
- Miro: colaboração visual em sessões de design
- Gestão de portfólio com dados (data-driven agility)
Esses ativos tecnológicos permitiram maior transparência e rastreabilidade dos processos, apoiando a tomada de decisão baseada em evidências.
RESULTADOS CONCRETOS:
Os números da transformação

Além disso, mais de 150 produtos e serviços foram concebidos via sessões de design, sendo comercializados com sucesso até o final de 2024.
Por que a abordagem da BIP funcionou?
- Alinhamento entre estratégia de negócio e tecnologia
- Revisão profunda da governança, papéis e artefatos
- Criação de um modelo evolutivo, que respeita a maturidade da organização
- Atuação consultiva com times multifuncionais e co-criação
- Transferência de conhecimento para garantir sustentabilidade
A experiência em transformação digital e o domínio do setor Telco foram diferenciais cruciais para o sucesso da jornada.
O que líderes de Telecom podem aprender com este case?
- Agilidade não é apenas sobre metodologias — é sobre cultura, colaboração e alinhamento com o cliente final.
- Modelos lineares não funcionam mais em contextos de alta complexidade e pressão competitiva.
- Squads bem formados, com autonomia e propósito comum, geram impacto muito além da entrega técnica.
- Dados e visibilidade são essenciais para garantir previsibilidade e confiança entre áreas.
- A jornada precisa ser planejada e incremental — não se impõe agilidade, se constrói.
CONCLUSÃO:
Agilidade como vetor de competitividade em Telco
A transformação ágil liderada pela BIP demonstrou que, mesmo em estruturas complexas e tradicionais, é possível romper silos, acelerar entregas e criar um ecossistema colaborativo com foco em valor. Em um setor onde o tempo de resposta ao mercado é crítico, agilidade deixou de ser um diferencial — e passou a ser um imperativo estratégico.
Na BIP, atuamos lado a lado com empresas líderes no redesenho de seus modelos de operação, combinando estratégia, tecnologia e execução ágil.
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