Especial: energias renováveis geram menos emprego e renda no Brasil

Broadcast, Estadão – 31 de agosto de 2020

Por Denise Luna e Fernanda Nunes

As energias renováveis avançam na matriz energética brasileira. Mas o País ainda busca a melhor forma de replicar esses ganhos na geração de emprego de qualidade e renda. Apesar dos investimentos recentes nesse segmento, a cadeia produtiva de uma usina solar brasileira ainda contrata 17 vezes menos trabalhadores do que uma semelhante na Europa, segundo dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). No segmento eólico, são cinco vezes menos. O quadro do conjunto das renováveis brasileiras só não é pior por conta do grande número de trabalhadores na extração da cana-de-açúcar e nas usinas produtoras de etanol.

No fim das contas, por dominar a tecnologia na cadeia fornecedora, o país mais beneficiado pelo avanço das renováveis no mundo acaba sendo a China, onde está quase metade das contratações do setor, segundo a Irena. E a projeção é que, no futuro, esse cenário se acentue ainda mais, com a Ásia respondendo por 64% dos 42 milhões de vagas da indústria de energia limpa. O domínio da inovação já faz diferença até mesmo para economias com poucos recursos naturais.

O volume de empregos e investimentos no Brasil ainda está muito aquém em relação a países como Alemanha e Japão, que têm um potencial no segmento de energia limpa muito menor que o brasileiro. A atuação do Brasil se concentra na expansão de parques eólicos e solares. O desafio é criar uma sinergia nessa indústria, atraindo projetos de tecnologia e fabricação de componentes.

Paolo Ré, sócio da consultoria Bip, avalia que o setor de energia sempre esteve concentrado em petróleo e acrescenta que as start-ups, associadas a grandes companhias, até mesmo às petroleiras, podem ser o “pulo do gato” que o setor elétrico precisa para dar um salto tecnológico. Embora não sejam grandes empregadoras, empresas de inovação dão suporte a outras indústrias, como as de óleo e gás, que ainda buscam o melhor modelo de negócio na área de energia sustentável para desenvolverem no Brasil.

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